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Férias de Final de Ano Baratas: Guia Completo para Viajar Gastando Pouco
Viajar no fim do ano costuma parecer uma ideia simples até você começar a colocar tudo no papel. A passagem, a hospedagem, a alimentação, os passeios e aqueles pequenos gastos que aparecem pelo caminho podem fazer uma viagem que parecia caber no bolso ficar bem mais cara.
Por isso, viajar gastando pouco não significa escolher sempre a opção mais barata. Significa descobrir onde vale a pena economizar, onde não vale e quanto a viagem realmente vai custar antes de começar a pagar por ela.
E esse planejamento pode começar meses antes. Foi justamente o que fiz para a minha viagem deste ano.
Comece pelo orçamento, não pela passagem
Uma das formas mais fáceis de se empolgar e gastar mais do que deveria é começar procurando passagem ou hospedagem sem saber quanto você pode gastar no total.
O ideal é fazer o caminho contrário.
Antes de comprar qualquer coisa, pense em quanto você consegue separar para a viagem e faça uma estimativa dos principais gastos:
transporte para chegar ao destino;
hospedagem;
alimentação;
transporte dentro da cidade;
passeios e ingressos;
bagagem e possíveis taxas;
compras e lembranças;
gastos durante o deslocamento;
uma margem para imprevistos.
Não precisa acertar cada centavo nessa primeira conta. A ideia é descobrir uma faixa de valor que faça sentido para o seu bolso.
Uma dica que pode facilitar muito: use uma calculadora de custos de viagem para colocar os principais gastos no papel antes de começar a guardar dinheiro.
Esse é um detalhe que pode fazer bastante diferença.
Uma passagem mais barata pode ter horários ruins, cobrar bagagem à parte ou chegar a um aeroporto mais distante. Um hotel mais barato pode ficar tão longe dos lugares que você pretende visitar que você acaba gastando mais com transporte.
Por isso, não compare apenas o preço anunciado. Compare o custo total da escolha.
Imagine, por exemplo, duas hospedagens. Uma custa R$ 500 e fica perto dos principais lugares que você quer conhecer. A outra custa R$ 350, mas fica muito distante e exige vários deslocamentos.
A segunda parece mais barata. Mas, quando você soma transporte, tempo e outros gastos, a diferença pode diminuir bastante.
É por isso que pesquisar viagem não é simplesmente procurar o menor número. É descobrir qual opção entrega o melhor custo para aquilo que você realmente precisa.
Escolha o transporte pensando no seu bolso e no seu conforto
Passagem aérea nem sempre será a melhor escolha, mesmo quando parece a opção mais rápida.
Dependendo da distância, da época do ano e da antecedência da compra, ônibus pode fazer mais sentido. Em outras situações, carro, avião ou até uma combinação de transportes pode ser mais interessante.
Uma escolha que fiz na minha viagem deste ano
Na minha viagem deste ano, por exemplo, eu decidi ir de ônibus porque a passagem de avião estava muito mais cara.
Como Recife fica longe, também pensei no meu conforto. Em vez de escolher simplesmente o horário mais barato, optei por um ônibus que sai no começo da noite. Assim, consigo passar parte da viagem dormindo e não preciso enfrentar tantas horas de estrada acordada.
Foi uma escolha que juntou duas coisas importantes: o preço que cabia no meu orçamento e um horário que tornava a viagem menos cansativa.
Isso também faz parte de viajar gastando pouco. Economizar não precisa significar escolher a opção que vai tornar a viagem muito mais difícil.
Escolha o destino pelo custo da viagem inteira
Às vezes, o destino que aparece com a passagem mais barata não é o destino que permite fazer a viagem mais barata.
Antes de decidir, vale colocar lado a lado:
Destino
O que observar
Praias muito procuradas
Passagem, hospedagem e alimentação podem ficar mais caras em períodos disputados.
Interior e cachoeiras
Podem ter hospedagem mais acessível, mas é importante calcular como você chegará aos passeios.
Grandes centros urbanos
Podem oferecer mais opções de transporte público e hospedagem, mas os preços variam bastante conforme a região.
Não existe um destino que seja sempre barato. O que existe é um destino que pode fazer mais sentido para o orçamento da sua viagem naquele momento.
Como economizar na hospedagem sem depender de hotel barato
Hospedagem costuma ser uma das maiores despesas de uma viagem, mas isso não significa que a única solução seja procurar o hotel com a diária mais baixa.
Uma das estratégias mais eficientes é pensar em onde você realmente precisa dormir.
Se você pretende passar o dia inteiro conhecendo a cidade, talvez não faça sentido pagar caro por uma estrutura que quase não será usada. Por outro lado, ficar longe de tudo apenas para economizar na diária pode gerar uma conta maior com transporte.
Uma solução que usei na minha viagem
Na viagem deste ano, vou ficar parte do período na casa de uma prima que mora no destino. Isso vai me permitir economizar aproximadamente metade do que eu gastaria se precisasse pagar hospedagem durante toda a viagem.
Depois, vou ficar em um hotel mais próximo dos lugares que quero conhecer.
Assim, não estou simplesmente procurando a hospedagem mais barata. Estou usando cada opção onde ela faz mais sentido.
Não tem parente no destino? Tudo bem
É claro que nem todo mundo terá alguém para hospedar. E você não precisa ter.
Se estiver viajando com outras pessoas, uma possibilidade é dividir o custo de um quarto, apartamento ou casa entre o grupo. Dependendo da quantidade de pessoas, isso pode tornar a hospedagem mais acessível.
Outra estratégia é reservar com antecedência. Quanto mais perto da viagem, menor pode ser a variedade de opções disponíveis, principalmente em datas muito procuradas.
Também vale comparar a localização. Às vezes, pagar um pouco mais para ficar perto de transporte público e dos lugares que você pretende visitar pode compensar a economia de uma hospedagem muito distante.
Use transporte público quando ele realmente compensar
Uber e outros transportes por aplicativo são muito práticos, mas podem pesar bastante quando usados várias vezes ao dia durante uma viagem.
Se o destino tiver uma rede de ônibus, metrô, trem ou outro transporte público que atenda bem às regiões que você pretende conhecer, vale pesquisar antes de viajar.
Na minha viagem, por exemplo, pretendo usar transporte público em vez de depender de Uber. A ideia é simples: se eu posso fazer o mesmo deslocamento gastando menos, esse dinheiro pode ficar disponível para outras coisas da viagem.
Mas não transforme isso em uma regra absoluta. Se determinado deslocamento for muito demorado, complicado ou inseguro, a economia pode não compensar. O objetivo é encontrar o equilíbrio entre custo, tempo e praticidade.
Economize na alimentação sem transformar as férias em castigo
Comer durante uma viagem é uma despesa que pode passar despercebida porque os valores individuais parecem pequenos.
Um almoço aqui, um café ali, uma água, um lanche durante um passeio. Quando você percebe, uma parte considerável do orçamento foi embora.
Uma maneira simples de evitar isso é definir antecipadamente quanto você pretende gastar por dia com alimentação.
Se a hospedagem tiver cozinha ou oferecer café da manhã, isso também pode ajudar. Você não precisa preparar todas as refeições para economizar. Às vezes, fazer apenas algumas escolhas mais econômicas já diminui bastante o custo total.
Também não precisa transformar a viagem em uma sequência de privações.
Se existe um restaurante que você realmente quer conhecer, por exemplo, pode reservar dinheiro para essa experiência e economizar em outra refeição.
Uma lógica que ajuda: economizar na viagem não é eliminar tudo que custa dinheiro. É escolher conscientemente onde o seu dinheiro vale mais a pena ser gasto.
Não esqueça dos gastos que aparecem antes de você viajar
É muito fácil fazer uma conta pensando apenas em passagem, hotel e alimentação.
O problema é que uma viagem começa a gerar gastos antes mesmo de você chegar ao destino.
Dependendo da situação, podem aparecer:
transporte até a rodoviária ou aeroporto;
estacionamento;
bagagem;
taxas;
alimentação durante o deslocamento;
transporte do aeroporto ou rodoviária até a hospedagem;
internet ou chip;
ingressos comprados antecipadamente;
compras;
pequenos gastos que você não tinha previsto.
É por isso que uma boa estimativa precisa considerar a viagem inteira, e não apenas aquilo que aparece na primeira tela da pesquisa.
Faça a conta antes de começar a guardar dinheiro
Depois de estimar os gastos, fica muito mais fácil descobrir quanto você precisa guardar por mês.
Foi assim que organizei a minha viagem.
Primeiro, fiz uma lista com os custos que consegui prever. Depois, somei tudo. A partir desse total, comecei a pensar em quanto precisaria guardar para chegar ao valor necessário.
Imagine, por exemplo, que você estime que sua viagem custará R$ 2.400 e tenha oito meses para se preparar.
Dividindo esse valor pelos oito meses, seriam R$ 300 por mês.
Se R$ 300 não couberem no seu orçamento, você já sabe que precisa mexer em alguma parte do planejamento. Pode ser necessário reduzir o custo da viagem, aumentar o prazo de preparação ou encontrar uma forma de complementar o valor.
O importante é descobrir isso antes de comprar tudo e perceber depois que a conta não fecha.
Planejar uma viagem com antecedência pode ajudar a encontrar preços melhores, mas esse não é o único benefício.
Você também ganha tempo para pesquisar destinos, comparar hospedagens, entender o transporte, escolher quais passeios realmente quer fazer e juntar o dinheiro sem precisar tirar uma grande quantia do orçamento de um único mês.
Isso faz bastante diferença para quem não tem muito dinheiro sobrando.
Guardar R$ 200, R$ 300 ou R$ 400 por mês durante vários meses pode ser muito mais viável do que tentar encontrar R$ 2.000 de uma vez quando a viagem já está próxima.
Onde vale a pena economizar e onde não vale
Existe uma diferença importante entre economizar e simplesmente escolher a opção mais barata.
Você pode economizar na hospedagem dividindo o custo com outras pessoas. Pode usar transporte público em vez de aplicativo. Pode escolher algumas refeições mais simples. Pode viajar de ônibus em vez de avião quando a diferença de preço justificar.
Mas existem situações em que pagar um pouco mais pode evitar um gasto maior depois.
Uma hospedagem muito distante pode aumentar o custo do transporte. Um horário de viagem extremamente ruim pode fazer você chegar cansado demais ou perder parte de um dia. Uma tarifa aparentemente barata pode ficar mais cara quando você acrescenta bagagem e outras taxas.
Por isso, a pergunta não precisa ser apenas “qual é o mais barato?”.
Pergunte também:
“Qual dessas opções me faz gastar menos no conjunto da viagem?”
Não use o cartão para completar uma viagem que não cabe no orçamento
O cartão de crédito pode facilitar bastante uma viagem, principalmente quando é necessário pagar hospedagem ou passagem antecipadamente.
O problema aparece quando ele deixa de ser uma forma de pagamento e passa a funcionar como uma extensão do orçamento.
Se você sabe que sua viagem vai gerar uma fatura alta, coloque esse valor dentro do planejamento.
Não adianta pensar apenas em “quanto tenho para gastar agora”. Pense também em quanto da sua renda dos próximos meses já estará comprometida com a viagem.
Se você parcelar uma compra da viagem, por exemplo, aquelas parcelas continuarão existindo depois que as férias terminarem.
Uma viagem que termina na praia não deveria começar a pesar no seu orçamento por meses sem que isso tenha sido considerado antes.
Monte sua viagem antes de comprar
Antes de apertar o botão de compra, tente montar uma versão completa da viagem no papel.
Escolha o destino.
Pesquise diferentes formas de chegar.
Compare o custo total do transporte.
Pesquise hospedagens em diferentes regiões.
Veja como funciona o transporte no destino.
Liste os lugares e passeios que realmente quer conhecer.
Estime alimentação.
Inclua os gastos que costumam ficar esquecidos.
Acrescente uma margem para imprevistos.
Some tudo.
Divida o valor pelo número de meses que você tem para guardar dinheiro.
Só depois disso você terá uma ideia muito mais realista de quanto aquela viagem vai exigir.
Viajar gastando pouco começa muito antes das férias
Uma viagem mais econômica não depende de encontrar uma promoção milagrosa.
Ela começa quando você decide olhar para a viagem inteira e não apenas para o preço de uma passagem ou de uma diária.
No meu caso, isso significou escolher ônibus em vez de avião, pensar no horário da viagem, aproveitar alguns dias na casa de uma familiar, escolher um hotel mais próximo dos lugares que quero conhecer e usar transporte público para diminuir os deslocamentos.
Para quem não tem essas mesmas possibilidades, existem outras formas de chegar a um resultado parecido: dividir hospedagem, reservar com antecedência, comparar regiões, pesquisar diferentes transportes e decidir antecipadamente onde vale a pena gastar mais.
No fim, viajar gastando pouco não é sobre fazer uma viagem ruim ou cortar tudo que torna as férias agradáveis.
É sobre fazer escolhas antes que o dinheiro seja gasto, em vez de descobrir no meio da viagem que algumas decisões acabaram custando muito mais do que pareciam.
E quanto antes você fizer essa conta, mais tempo terá para ajustar a viagem ao seu bolso sem precisar deixar tudo para a última hora.